terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

 
PENSANDO SOBRE A SABEDORIA
 
 
 
 
 
 
 
 
O dicionário Michaelis descreve sabedoria de diversas maneiras, e uma delas diz que é “A aplicação inteligente dos conhecimentos”. Ao agir, as pessoas costumam julgar que estão usando de forma correta os seus conhecimentos. Diferentes que somos uns dos outros e vivenciando cada experiência de modo único, se entrarmos nesta questão como se estivéssemos numa competição para ver quem é o melhor, provavelmente reste bem pouco de sabedoria ao final.
O mais provável é que percamos muitos aprendizados e até um pouco de saúde se nos mantivermos em disputa ao invés de buscarmos crescer através das boas trocas com os outros. O psiquiatra e psicoterapeuta Flávio Gikovate diz que “Um item indispensável para quem pretende ser mais sábio é não ser tão competitivo: não se trata de ser melhor ou pior do que outras pessoas! A sabedoria corresponde a um estado de serenidade e grande prazer que deriva do entendimento satisfatório de si mesmo e da condição humana.”
E pensando no entendimento da condição humana, talvez seja importante refletir sobre o que diz a cronista Eliane Brum: "As pessoas quebram. Viver é rearranjar nossos cacos e dar sentido aos nossos pedaços, os novos e os velhos, já que não existe a possibilidade de colar o que foi quebrado e continuar como era antes. Ser forte não é quebrar os outros, mas saber-se quebrado.”
Sabermo-nos quebrados quer dizer admitirmos que somos falhos. E a falibilidade humana só comprova a importância dos laços interpessoais na conquista da sabedoria, a sabedoria de cada um e a sabedoria compartilhada e construída em conjunto.
Desejamos a todos um ano com mais saúde e sabedoria!!
 
Fontes:
DICIONÁRIO MICHAELIS. Sabedoria. Disponível em: http://michaelis.uol.com.br/moderno/portugues/definicao/sabedoria_149447.html;
GIKOVATE, Flávio. Sabedoria. Disponível em: http://flaviogikovate.com.br/.
 


Nenhum comentário:

Postar um comentário